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terça-feira, 21 de maio de 2013

ATENÇÃO PESSOAL QUE FAZ O TREINO NO SÁBADO

ATENÇÃO PESSOAL QUE FAZ O TREINO NO SÁBADO PELA MANHÃ, JÁ ESTAMOS COM A BOLA NOVA, ESPERO A CONTRIBUIÇÃO DE R$5,00 POR PESSOA, PRA COBRIR O CUSTO, E SE SOBRAR ALGUMA COISA, FICARÁ EM CAIXA PARA COMPRA DE ARTIGOS MÉDICOS, COMO POMADAS FAIXAS E TBM A LAVAGEM DOS COLETES PELO NOSSO AMIGO Antonio Carlos Carlos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Os países irmãos sobrevivem em grupo

O Grupo G era considerado um dos mais difíceis na Copa do Mundo da FIFA, com três candidatos óbvios às duas vagas nas oitavas. Mas, no final, foram os países irmãos que fizeram a festa, com o Brasil liderando a chave de forma invicta e Portugal assegurando o segundo lugar sem gols sofridos. A Costa do Marfim não decepcionou, mas os quatro pontos conquistados em três jogos não foram suficientes no final. Já a Coreia do Norte deixa a competição sem pontos, com 12 gols sofridos e uma única alegria de ter marcado contra o Brasil.

Como terminouBrasil, 7 pontos
Portugal, 5 pontos
Costa do Marfim, 4 pontos
Coreia do Norte, 0 pontos
As equipes
Brasil: Ainda sentindo o nervosismo pela estreia, a Seleção encontrou dificuldades contra uma Coreia do Norte que se armou com dez jogadores na defesa. No entanto, a apertada vitória por 2 a 1 trouxe tranquilidade para a partida contra a Costa do Marfim. Neste jogo, as atuações de Kaká e Luís Fabiano foram decisivas para que o Brasil mantivesse a escrita de se classificar na segunda rodada da fase de grupos pela oitava Copa consecutiva. Com a vaga garantida e sem o camisa 10, suspenso, fez um último duelo cauteloso com Portugal, terminando com empate sem gols.
Portugal: O jogo de estreia com a Costa do Marfim era fundamental para as aspirações lusas, e a equipe de Carlos Queiroz não decepcionou, obtendo um bom empate sem gols. Mas o grande momento veio na segunda rodada, com a goleada de 7 a 0 sobre a Coreia do Norte, a maior do torneio até o momento. Contra os pentacampeões mundiais, voltou a mostrar uma defesa intransponível, e o 0 a 0 foi suficiente para que os Navegadores se classificassem.
Costa do Marfim: A equipe de Sven Göran Eriksson iniciou a campanha com um empate convincente com Portugal, em que a principal nota foi a entrada de Didier Drogba, recuperado de fratura no braço. Contra o Brasil, o atacante foi titular, mas a derrota por 3 a 1 fez com que a missão de se classificar se tornasse difícil. Na última rodada, os 3 a 0 sobre os norte-coreanos serviram apenas para que o país deixasse o Mundial mais uma vez de cabeça erguida, exatamente como em 2006.
Coreia do Norte: Grande incógnita da chave, a seleção norte-coreana deixou uma boa imagem na primeira partida contra o Brasil, segurando o líder do Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola e ainda marcando um gol que encheu o país de orgulho. No entanto, esta foi uma de suas últimas alegrias na competição. Na sequência, levou 7 a 0 de Portugal e terminou a campanha com outra dura derrota para os marfinenses, encerrando a campanha na última colocação.
Momentos inesquecíveis
Triunfo arrasador na  Cidade do CaboDepois de uma exibição memorável contra o Brasil no primeiro jogo e de se segurar bem por 53 minutos diante de Portugal (perdendo por 1 a 0), a Coreia do Norte acabou cedendo. Em 34 minutos, os lusitanos balançaram a rede por seis vezes e cravaram a maior goleada da África do Sul 2010, chegando a um impactante 7 a 0.
Golaço que abre a campanhaDiante de uma defesa disciplinada e empolgada, a Seleção precisou da arrancada e explosão física de Maicon para marcar seu primeiro gol na Copa do Mundo da FIFA, e um dos mais bonitos do torneio até aqui. Aos 55 minutos, ele avançou pela direita, recebeu passe profundo de Elano e soltou uma bomba cruzada, quase sem ângulo, surpreendendo o goleiro Ri Myong Guk.
O ídolo vence a lesãoUma fratura no braço em amistoso contra o Japão colocou a participação do atacante Didier Drogba em dúvida para o primeiro Mundial disputado em solo africano. Mas aos 66 minutos do jogo inicial da Costa do Marfim, contra Portugal, o astro saiu do banco para ir a campo, usando uma proteção especial, em um exemplo de superação e dedicação para se aprontar para a competição.
A emoção de uma CopaJong Tae Se estava perfilado ao lado de seus companheiros no centro do gramado do estádio Ellis Park, preparado para a estreia contra o Brasil. Quando o hino norte-coreano começou a ser tocado, em uma noite gélida, o promissor atacante não conseguiu se conter e chorou de modo comovente diante das câmeras.
O número
0
Portugal é, juntamente com o Uruguai (Grupo A), a única seleção ainda sem sofrer gols no Mundial. Uma defesa sólida às ordens de Carlos Queiroz
A palavra final“Acho que o time foi regular dentro da competição, fez os resultados que tinha de fazer. Mas é claro que ainda temos de evoluir e melhorar, porque o grau de dificuldades também vai aumentar.” Dunga, técnico do Brasil

400 clubes receberão benefícios da Copa do Mundo da FIFA

(KAKAGAMESFUTEBOL360) Quinta-feira 6 de janeiro de 2011

400 clubes receberão benefícios da Copa do Mundo da FIFA
© Getty Images
A FIFA tem o prazer de anunciar que 400 clubes afiliados a 55 federações do mundo todo deverão obter uma parte dos benefícios do sucesso que foi a organização da Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010.
No dia 14 de março de 2008, o Comitê Executivo da FIFA concordou em destinar US$ 40 milhões para a Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010 e US$ 70 milhões para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 a fim de reconhecer o importante papel desempenhado pelos clubes para o êxito do evento máximo do futebol mundial.
Os pagamentos após a Copa do Mundo da FIFA 2010 foram distribuídos por meio das federações aos clubes de 736 jogadores que participaram da competição. "Temos o prazer de compartilhar o sucesso da Copa do Mundo da FIFA 2010 com os clubes, dando a eles uma parte dos benefícios do nosso principal evento, especialmente para reconhecer os esforços deles em prol da formação de jovens jogadores", afirmou o presidente da FIFA, Joseph S. Blatter.
A participação de cada clube no valor de US$ 40 milhões foi calculada com relação ao número de jogadores de cada equipe convocados para defenderem o seu país na Copa do Mundo da FIFA 2010 e em função do tempo em dias durante o qual cada jogador esteve na competição. O período começou duas semanas antes da partida de abertura do torneio e se estendeu até o dia posterior à eliminação da seleção em questão.
Mais especificamente, o "total por jogador" foi calculado multiplicando-se o número de dias de presença do jogador na Copa do Mundo da FIFA 2010 pela quantia "por jogador por dia", definida em US$ 1,6 mil. A FIFA também gostaria de ressaltar que, neste processo, não foi relevante o fato de o jogador ter ou não atuado em alguma partida da competição.
Da quantia "total por jogador", um valor proporcional é repassado aos clubes aos quais os jogadores estiveram vinculados no período de dois anos anterior à Copa do Mundo da FIFA 2010. Os cinco clubes com maior participação nos benefícios da Copa do Mundo da FIFA de 2010 foram:
1. Barcelona: US$ 866.267
2. Bayern de Munique: US$ 778.667
3. Chelsea: US$ 762.667
4. Liverpool: US$ 695.600
5. Real Madrid: US$ 678.133
Além disso, vários clubes que não disputam a primeira divisão do seu país e diversos clubes de países que não participaram da Copa do Mundo da FIFA 2010 também se beneficiarão dos pagamentos.
* Para ver detalhadamente os pagamentos por país, clique no link à direita.

Diego Forlán - Bola de Ouro adidas

                                 Diego FORLAN
Diego FORLAN
Diego Forlán foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo da FIFA 2010. Na votação realizada com jornalistas, o atacante do Uruguai superou Wesley Sneijder, da Holanda, e David Villa, da Espanha. O jogador de 31 anos foi a peça fundamental da histórica campanha da seleção uruguaia no Mundial.

Classificação Final do Torneio 2010

                                        Posições finais
Países J V E D GF-GC Pts. Posição
Espanha 7 6 0 1 8-2 18 1
Holanda 7 6 0 1 12-6 18 2
Alemanha 7 5 0 2 16-5 15 3
Uruguai 7 3 2 2 11-8 11 4
Argentina 5 4 0 1 10-6 12 5
Brasil 5 3 1 1 9-4 10 6
Gana
5 2 2 1 5-4 8 7
Paraguai 5 1 3 1 3-2 6 8
Japão 4 2 1 1 3-2 7 9
Chile 4 2 0 2 3-5 6 10
Portugal 4 1 2 1 7-1 5 11
EUA 4 1 2 1 5-5 5 12
Inglaterra 4 1 2 1 3-5 5 13
México 4 1 1 1 4-5 4 14
Coreia do Sul 4 1 1 2 6-8 4 15
Eslováquia 4 1 1 2 5-7 4 16
Costa do Marfim 4 1 1 1 4-3 4 17
Eslovênia 3 1 1 1 3-3 4 18
Suíça 3 1 1 1 1-1 4 19
África do Sul 3 1 1 1 3-5 4 20
Austrália 3 1 1 1 3-6 4 21
Nova Zelândia 3 0 3 0 2-2 3 22
Sérvia 3 1 0 2 2-3 3 23
Dinamarca 3 1 0 2 3-6 3 24
Grécia 3 1 0 2 2-5 3 25
Itália 3 0 2 1 4-5 2 26
Nigéria 3 0 1 2 3-5 1 27
Argélia 3 0 1 2 0-2 1 28
França 3 0 1 2 1-4 1 29
Honduras 3 0 1 2 0-3 1 30
Camarões 3 0 0 3 2-5 0 31
Coreia do Norte 3 0 0 3 1-12 0 32

AGORA E AQUI NO BRASIL EM 2014

                   De uma festa para outra

De uma festa para outra
© Getty Images
O som das vuvuzelas ainda está no ar, e a África do Sul continua respirando o clima de união e celebração trazido pela Copa do Mundo da FIFA e que tende a deixar sua marca para sempre na história do país. Mas, ao mesmo tempo, na esteira da saudade que o Mundial de 2010 começa a deixar, do outro lado do Oceano Atlântico começa a se solidificar uma alegria. Uma alegria em muitos aspectos semelhante à que se viveu em solo sul-africano.

“Será que há, de fato, tanta diferença entre a África e o Brasil?”, perguntou-se o Presidente da FIFA, Joseph S. Blatter, durante o lançamento do Emblema Oficial da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, em Johanesburgo, comemorando a passagem do bastão de uma terra de alegria e calor humano direto para outra. “Uma batida diferente dos tambores, talvez? Mas a essência é a mesma: de alegria.”

O presidente do Comitê Organizador do Brasil 2014, Ricardo Teixeira, também já mostra sua felicidade pela transição que vai levar a Copa do Mundo de sua primeira experiência africana para um retorno àquele que, se não é seu país de origem, é certamente aquele onde o jogo mais se tornou uma paixão. “É interessante perceber como o mundo ficou mais ‘africanizado’ depois deste Mundial; como cada um de nós volta a seu país um pouco mais africano”, disse Teixeira ao elogiar a organização da África do Sul 2010 e o espírito de confraternização que encontrou no país. “Agora é a hora de o mundo se preparar para ficar um pouco mais brasileiro. Uma equipe de 190 milhões de brasileiros vai transformar a Copa na maior festa do mundo. Uma festa cheia de alegria, música e organização.”

Especificamente no quesito organização, Ricardo Teixeira demonstra a intenção aberta aprender com os erros e acertos para seguir levando a Copa do Mundo a um patamar cada vez mais alto. “Pelo que acompanho como membro do Comitê Executivo da FIFA e do Comitê Organizador das últimas edições da Copa do Mundo, a FIFA está sempre revendo seus conceitos e operações. Claro que procurou-se mudar qualquer coisa que não tenha acontecido da melhor forma na Coreia do Sul e no Japão em 2002 antes da Alemanha 2006. O mesmo valeu da Alemanha para a África do Sul. E, certamente, aprenderemos com tudo aquilo que foi um sucesso aqui e também teremos coisas para corrigir para 2014”, explicou o Membro do Comitê Executivo da FIFA. “Devemos utilizar todos os ensinamentos que possamos tirar daqui, os positivos e os negativos, para não repetirmos erros e mantermos tudo aquilo que estiver bem.”

Técnico campeão do mundo com a Seleção em 1994 e responsável por comandar os Bafana Bafana em 2010, Carlos Alberto Parreira relembrou o ambiente de desconfiança com relação à capacidade da África do Sul de organizar a Copa do Mundo durante sua primeira passagem pelo comando da África do Sul, em 2007, e reiterou sua satisfação com os resultados obtidos – os mesmos que espera ver espelhados no Brasil. “Depois de anos de trabalho que eu acompanhei de perto, a estrutura, o planejamento, o apoio do governo e a agilidade nas decisões fizeram com que a Copa na África do Sul fosse um sucesso. Temos que nos aconselhar, juntar gente com experiência e reforçar a nossa unidade, o que vai ser fundamental para um país de dimensões continentais como o nosso”, salientou o treinador, que conheceu o país o suficiente para enxergar as transformações que vão alem do futebol. “A cara da África do Sul diante do mundo mudou. As cidades melhoraram, e um legado foi deixado. Esperamos que ocorra o mesmo no Brasil.”

Durante a final de domingo em que a Espanha se sagrou campeã no Soccer City, já era possível ver de forma palpável a ponte direta traçada entre África do Sul e Brasil. Entre bandeiras holandesas e espanholas, destacavam-se, por um lado, uma infinidade de camisas amarelas dos Bafana Bafana e cartazes de agradecimento por tudo o que a Copa significou para a nação. Do outro, um bocado de outros cartazes e camisas amarelas – esses saudando a chegada de 2014. A festa, inesquecível, acabou, e isso é uma pena. Mas o bom é saber que, com isso, a senha está dada para o começo de mais uma.

Copa do Mundo da FIFA Itália 1990

                                                          1990 FIFA World Cup Italy, Final: Germany - Argentina 1:0

Alemães se vingam e conquistam o título diante da Argentina

A Alemanha Ocidental conquistou pela terceira vez a Copa do Mundo da FIFA em 1990. Na final em Roma, os alemães se vingaram da Argentina, que havia vencido a decisão na Cidade do México quatro anos antes. A vitória foi um verdadeiro triunfo para Franz Beckenbauer, que se igualou a Zagallo como o segundo homem a ter conquistado o título mundial como treinador e jogador.
A Copa do Mundo da FIFA Itália 1990 teve a menor média de gols da história, com somente 2,21 por partida, mas não faltaram cores nem emoções. As surpresas já começaram na partida de abertura, em que a seleção de Camarões derrotou a Argentina no magnificamente renovado San Siro. Com Roger Milla no grande momento da sua carreira, Camarões foi em frente e fez história.
A Itália voltava a organizar a maior competição do futebol mundial depois de sediar a edição de 1934. Para garantir um grande sucesso dentro e fora dos gramados, os italianos investiram muito e se envolveram de corpo e alma. Dez estádios em todo o país foram completamente renovados, e duas arenas gigantescas foram construídas em Turim e Bari. A mascote foi o bonequinho Ciao, mas o verdadeiro símbolo do torneio para a torcida italiana foi Salvatore "Totó" Schillaci, um atacante que não tinha feito nenhum gol pela seleção antes de junho de 1990.
O segundo time de todos
Algumas pequenas surpresas marcaram a primeira fase. Uma delas foi a estreante Costa Rica, que bateu Escócia e Suécia para chegar às oitavas-de-final. Já a seleção da Irlanda, treinada pelo ex-zagueiro inglês Jack Charlton, ficou entre as oito melhores do mundo logo na sua primeira participação na Copa do Mundo da FIFA. Mas nada que se comparasse à espetacular campanha de Camarões até as quartas-de-final. Os Leões Indomáveis do astro Roger Milla foram o segundo time de todos os torcedores.
O atacante de 38 anos teve de ser convencido a retornar da aposentadoria na ilha de Reunião para disputar a competição na Itália. Ao sair do banco contra a Romênia, ele marcou os dois gols que levaram Camarões à segunda fase. Contra a Colômbia do goleiro Higuita, Milla repetiu o feito e comemorou dançando junto à bandeirinha de escanteio a primeira classificação de um país africano às quartas-de-final. Os Leões Indomáveis poderiam ter chegado ainda mais longe se não fossem os dois pênaltis convertidos por Gary Lineker. Camarões derrotava a Inglaterra por 2 a 1 faltando dez minutos, mas o atacante inglês fez o gol do empate e depois definiu o confronto na prorrogação. Mesmo assim, o rugido dos craques africanos ressoou no mundo inteiro, rendendo ao continente uma terceira vaga para a Copa do Mundo da FIFA 1994.
Inspirada pela habilidade e exuberância de Paul Gascoigne, a Inglaterra chegou à sua primeira semifinal desde 1966, mas teve pouca sorte diante dos velhos rivais alemães em um jogo emocionante decidido nos pênaltis e ainda relembrado pelas lágrimas de "Gazza". A partida foi a mais complicada do torneio para os germânicos. Liderada por Lothar Matthäus, Jürgen Klinsmann e Andreas Brehme, todos jogadores da Internazionale, a Alemanha Ocidental teve a vantagem de jogar as cinco primeiras partidas "em casa", no estádio San Siro em Milão. Os destaques do início da campanha foram a grande goleada de 4 a 1 sobre a Iugoslávia e o triunfo diante da decepcionante seleção holandesa na segunda fase.
Totó, o herói improvável
Como a Itália descobriu da pior maneira, nem sempre jogar em casa é suficiente. A campanha até as semifinais foi notável, com um golaço de Roberto Baggio contra a Tchecoslováquia e um recorde do goleiro Walter Zenga, que ficou cinco jogos e 517 minutos sem tomar gol. Mesmo assim, a verdadeira sensação foram os olhos arregalados de Schillaci, que só havia jogado uma partida pela seleção antes da Copa do Mundo da FIFA, mas marcou seis gols e foi o artilheiro da competição. No entanto, os comandados de Azeglio Vicini viram os sonhos do título em casa serem destruídos pela Argentina em Nápoles.
Os alvicelestes não eram os mesmos de 1986, mas Maradona ainda estava lá, e a presença de Don Diego em campo dividia os napolitanos, que o adoravam pelas suas conquistas com o Napoli, detentor do título italiano. Outros destaques argentinos eram o atacante Claudio Caniggia, autor do belo gol que eliminou o Brasil nas oitavas-de-final, e também o goleiro Sergio Goycochea. Substituto de Nery Pumpido, que quebrara a perna na segunda partida, Goycochea fizera defesas decisivas contra o Brasil e também na decisão por pênaltis contra a forte Iugoslávia nas quartas-de-final. Diante da Itália, ele voltou a defender dois pênaltis e levou a Argentina à final após um empate em 1 a 1 que resistiu ao tempo normal e à prorrogação.
O arqueiro portenho não conseguiu repetir a mesma façanha em Roma, onde Brehme não desperdiçou a chance e marcou de pênalti o gol do título da Alemanha Ocidental aos 40 minutos do segundo tempo. Em uma final tecnicamente fraca, a Argentina sentiu a falta de Caniggia e foi a primeira seleção a não marcar gols e a ter jogadores expulsos (Gustavo Dezotti e Pedro Monzón) em uma decisão de Copa do Mundo da FIFA. Dezesseis anos depois de capitanear a Alemanha Ocidental na campanha do título de 1974, o técnico Beckenbauer comemorava mais uma vez. Com a conquista merecida do tricampeonato, os alemães se igualaram à Itália e ao Brasil como os países mais vitoriosos do futebol mundial.

Uma líder incontestável (FIFA.com) Quinta-feira 15 de julho de 2010


Uma líder incontestável
© Getty Images
A inesquecível vitória na final da Copa do Mundo da FIFA 2010 fez da Espanha o oitavo país a erguer o troféu máximo do futebol mundial. Além disso, colocou a Fúria no topo do Ranking da FIFA/Coca-Cola pela terceira vez em toda a história.
A seleção espanhola ocupou a liderança pela primeira vez em julho de 2008, após o título da Eurocopa daquele ano, realizada na Áustria e na Suíça. O reinado durou um ano e acabou quando o Brasil conquistou a Copa das Confederações da FIFA 2009, competição que a Espanha terminou em terceiro lugar após perder dos EUA nas semifinais. Aquela derrota contra os americanos pôs fim a uma série invicta de 35 jogos e impediu que o país ibérico se isolasse como a nação com a maior invencibilidade de todos os tempos, recorde que a Fúria agora divide com a seleção brasileira.
Apesar da frustração, os homens de Vicente del Bosque mantiveram a mesma filosofia de trabalho e, após fecharem as eliminatórias com dez vitórias em dez jogos, recuperaram a primeira posição em novembro de 2009. A seleção comandada por Dunga voltou a roubar a liderança em abril e maio deste ano, mas a excelente campanha espanhola na Copa do Mundo da FIFA 2010 (apesar da derrota na estreia) e a eliminação do Brasil nas quartas devolveram a ponta ao selecionado ibérico.
Uma nova era
A África do Sul 2010 colocou fim ao tabu que perseguia a Fúria, que sempre acabava decepcionando no Mundial apesar das grandes individualidades. Ficaram no passado fracassos como as eliminações nas quartas de final em 1994 e 2002 ou ainda na primeira fase em 1998, quando a Espanha não passou de um grupo com Nigéria, Paraguai e Bulgária e chegou à sua pior posição no ranking, o 25º lugar.
Com sacrifício, confiança e talento de sobra, a geração de ouro que já havia encerrado a seca de 44 anos sem títulos em 2008 alcançou o auge e espantou os fantasmas do passado em solo sul-africano. Depois de superar a histórica barreira das quartas, a equipe brilhou na semifinal contra a jovem seleção alemã e sofreu durante quase 120 minutos na decisão diante da Holanda até o gol de Andrés Iniesta.
"Se há algo de que devemos nos orgulhar é não termos mudado o nosso estilo de jogo. Foram as outras seleções que mudaram quando jogaram conosco. A Espanha foi sempre fiel. Mesmo quando as partidas ficaram complicadas, a Espanha sempre manteve a sua filosofia. Por isso e por outros motivos acho que merecemos o título." As palavras são de David Villa, grande destaque ofensivo espanhol com cinco dos oito gols do selecionado na Copa do Mundo da FIFA 2010.
Porém, além da fidelidade a um sistema bem definido, com toque de bola na meia-cancha e uma clara vocação ofensiva, os jogadores que nos últimos anos levaram a Espanha ao primeiro plano do futebol mundial destacam outro ingrediente crucial. "Todos lutamos no mesmo sentido, todos trabalhamos pelo bem da seleção e não cada um por si", afirma Villa. "Tenho orgulho de poder fazer parte desta geração de jogadores, mas especialmente de pessoas. Com eles é possível conseguir tudo." Com essa ideia e um plantel com média de idade de 26 anos e meio, o futuro é promissor.

Copa do Mundo da FIFA Alemanha 2006

2006 FIFA World Cup Germany, Final: Italy - France

Alemanha se emociona e Itália leva o título

Os italianos devem o título da Copa do Mundo da FIFA Alemanha 2006 sobretudo ao fato de terem sido uma equipe unida. Sem dúvida nenhuma, a imagem que ficará na memória será a do momento em que Zinedine Zidane perdeu o controle no Estádio Olímpico de Berlim e deu uma cabeçada no peito do italiano Marco Materazzi. Porém, há muito mais a ser lembrado sobre o tetracampeonato italiano.
Dirigida pelo treinador Marcello Lippi, que levou a Juventus de Turim a uma série de sucessos, a seleção italiana conseguiu tirar motivação do escândalo de compra e manipulação de resultados na loteria esportiva no país. Além da qualidade individual dos seus jogadores, a Itália contou também com a força e o entrosamento do grupo. Dos 23 jogadores de Marcello Lippi, 21 tiveram chance de jogar, e dez deles aproveitaram a oportunidade e marcaram gol.
À frente do extraordinário goleiro Gianluigi Buffon, o capitão Fabio Cannavaro comandou com excelência a melhor defesa da história das Copas: a Itália só sofreu dois gols, sendo um contra e um de pênalti. No meio-campo, Andrea Pirlo e Gennaro Gattuso formaram uma dupla que combinou força e técnica. Os laterais Gianluca Zambrotta e Fabio Grosso com suas descidas pelas laterais também não podem ser esquecidos.
Grosso não apenas marcou o gol que abriu caminho para a sensacional vitória italiana na semifinal contra a Alemanha, como também converteu o pênalti que deu a vitória à Azzurra na final contra a França. Com isso a Itália venceu pela primeira vez uma Copa nos pênaltis, deixando para trás o trauma da final de 1994.
Mas a Copa do Mundo da FIFA 2006 não foi um sucesso só para os italianos. A jovem seleção alemã do treinador Jürgen Klinsmann chegou ao terceiro lugar jogando um futebol rápido e ofensivo. O melhor ataque da competição foi o dos anfitriões, com 14 gols no total, cinco deles marcados por Miroslav Klose, que levou o prêmio Chuteira de Ouro oferecido pela adidas. O companheiro de ataque Lukas Podolski balançou três vezes as redes e recebeu o Prêmio Gillette de jogador revelação.
A seleção de Klinsmann realmente contagiou a Alemanha em 2006. O velho estereótipo de futebol de resultados dos alemães foi superado pela jovem equipe com performances eletrizantes. Além disso, uma apaixonada torcida que cumpria dentro e fora dos estádios o lema da Copa ("O mundo entre amigos") produziu uma onda de alegria que acabou entusiasmando toda a população. Milhares de pessoas lotaram em todo o país as festas de rua organizadas para os torcedores, e a competente organização alemã ganhou respeito ao redor do planeta.
As quatro semanas de futebol na Alemanha conseguiram entusiasmar não só os 3.359.439 espectadores que compareceram a um dos 12 fantásticos estádios para acompanhar de perto as disputas (sem contar as milhões de pessoas que assistiram aos jogos nos telões colocados nas ruas), mas uma audiência estimada em mais de 30 bilhões de torcedores por meio de diversos veículos de comunicação no mundo todo. Todos as atenções estavam voltadas para as 32 seleções participantes, desde Angola aos Estados Unidos. Em uma maratona de 64 jogos e com um total de 147 gols, essas 32 equipes emocionaram, encantaram e, em alguns momentos, levaram ao desespero bilhões de pessoas ao redor do mundo.
Zinedine Zidane teve uma despedida memorável e contribuiu muito para que o selecionado de Raymond Domenech chegasse à final em Berlim depois de vencer Espanha e Brasil. Pelo seu ótimo desempenho, ele levou para casa a Bola de Ouro. Mas, mesmo com um gol contra a Itália oito anos depois de também ter deixado a sua marca na final de 1998, Zidane acabou não tendo o final feliz com que sonhava.
Portugal também tem motivos de orgulho: o craque Cristiano Ronaldo representou uma das grandes forças individuais do torneio e ajudou a seleção a chegar à semifinal, igualando o feito de 1966. Campeão com o Brasil em 2002, o treinador Luiz Felipe Scolari chegou perto da segunda final, mas acabou saindo da disputa ao perder para a França nas semifinais.
Apesar de só seleções europeias terem participado das semifinais, outros países também deixaram boa impressão. Antes da eliminação nas quartas-de-final com a amarga derrota para a Alemanha nos pênaltis, a Argentina mostrou um empolgante futebol de toque de bola, como na sequência de 24 passes que culminou com o gol de Esteban Cambiasso, fechando a goleada de 6 a 0 contra Sérvia e Montenegro. Talvez tenha sido também de um argentino a melhor performance individual da Copa: Maxi Rodríguez marcou um golaço de voleio nas oitavas-de-final, definindo a vitória contra a forte seleção mexicana.
Motivos de orgulho também não faltam às seleções africanas estreantes. A Costa do Marfim, por exemplo, ainda que tenha perdido para Argentina e Holanda, dificultou bastante a vida de ambas. Angola obteve empates tanto com o México quanto com o Irã, enquanto Gana conseguiu com o seu futebol ofensivo, articulado pelos craques Stephen Appiah e Michael Essien, ganhar inclusive da respeitada seleção da República Tcheca e dos Estados Unidos, antes de ter sido eliminada pelo Brasil nas oitavas-de-final.
Quem também brilhou foi a seleção estreante de Trinidad e Tobago, que, apesar de ter lutado muito contra a Suécia, não conseguiu sair do 0 a 0. Equador sobreviveu pela primeira vez à fase de grupos, batendo a Polônia e a Costa Rica. E a seleção da Austrália venceu de virada e com muita raça o Japão, com três gols nos últimos dez minutos de jogo, chegando às oitavas-de-final. Também está de parabéns a defesa suíça, que no tempo regulamentar de quatro partidas não sofreu um gol sequer.
Também houve grandes decepções na Copa do Mundo da FIFA 2006. Apesar de Ronaldo ter marcado o seu 15º gol, convertendo-se no maior artilheiro da história da competição, a seleção pentacampeã do Brasil ficou abaixo da expectativa. Assim como a Inglaterra, o Brasil chegou às quartas-de-final, mas isso não satisfez nem de perto as expectativas, inclusive dos próprios jogadores. As seleções asiáticas não conseguiram repetir o sucesso de 2002 e tiveram de se despedir cedo do torneio. Em uma estatística negativa, desde 1990 a fase de mata-mata não tinha tão poucos gols. Para concluir, também não houve muitas surpresas, com exceção da estreante Ucrânia, que chegou às quartas-de-final e só foi eliminada pela Itália — o que não foi nenhuma vergonha, já que a Itália foi a grande campeã da Copa do Mundo da FIFA 2006.

Copa do Mundo da FIFA Coreia do Sul/Japão 2002

2002 FIFA World Cup Korea/Japan, Final: Germany - Brazil 0:2

No Extremo Oriente, Ronaldo encontra a sua redenção

A Copa do Mundo da FIFA Coreia/Japão 2002 mostrou a nova cara do futebol. Em um novo continente, diversas velhas potências ficaram para trás. Depois de inúmeras surpresas, pela primeira vez as quartas-de-final contaram com seleções de cinco confederações diferentes. A decisão, porém, foi entre os tradicionais selecionados de Alemanha e Brasil, com a seleção comandada por Luiz Felipe Scolari chegando ao inédito pentacampeonato mundial.

O atacante Ronaldo, tão criticado pelo fracasso na final contra a França quatro anos antes, foi o herói brasileiro e marcou os dois gols da vitória na decisão em Yokohama. Ele terminou o torneio com oito gols, o maior número desde os dez tentos de Gerd Müller no México 1970.

Ritmo senegalês
A partida de abertura deu uma ideia do que viria pela frente na fase de grupos: a estreante seleção do Senegal derrotou a França por 1 a 0 com um gol de Papa Bouba Diop. Os franceses não conseguiram se recuperar daquele resultado e terminaram na lanterna no Grupo A, sem nenhum gol marcado. Para os senegaleses, entretanto, a festa estava só começando. Classificado para as oitavas-de-final, o selecionado derrotou a Suécia na morte súbita, mas o mesmo gol de ouro eliminou os africanos nas quartas diante da Turquia.
Os Estados Unidos pregaram outra peça ao vencerem na estreia a festejada seleção portuguesa por 3 a 2. Os lusos se recuperaram na vitória contra a Polônia, mas acabaram sendo a segunda grande nação europeia a voltar para casa mais cedo após serem derrotados pela outra zebra do Grupo D, a Coreia do Sul. 

A eliminação da Argentina ao lado da Nigéria no Grupo F foi ainda mais surpreendente. Os comandados de Marcelo Bielsa venceram os nigerianos na estreia, mas depois perderam por 1 a 0 para a velha rival Inglaterra em Sapporo em uma das partidas mais esperadas da primeira fase. O capitão David Beckham, expulso no confronto entre os dois países quatro anos antes, deixou o passado para trás ao marcar de pênalti o gol da vitória. Com apenas um empate contra a Suécia na última rodada, os portenhos uniram-se à lista dos favoritos eliminados.

Anfitriões vão em frente
Os jogos de mata-mata tiveram menos surpresas que a fase de grupos, mas a co-anfitriã Coreia do Sul continuou superando as expectativas. Nas oitavas-de-final, os comandados do técnico Guus Hiddink saíram perdendo da Itália, mas conquistaram a vitória com o gol de ouro de Ahn Jung Hwan. Nas quartas, aproveitaram a sorte para superar a forte Espanha nos pênaltis. Nem mesmo a derrota por 1 a 0 para a Alemanha na semifinal tirou o incrível entusiasmo dos sul-coreanos, que a cada partida transformavam as ruas em um verdadeiro mar vermelho.
Na primeira Copa do Mundo da FIFA no continente asiático, os japoneses também fizeram a sua festa particular. Empurrado pela ruidosa torcida local, o Japão do técnico Philippe Troussier ficou em primeiro no Grupo H. A campanha da primeira fase teve contra a Rússia a primeira vitória japonesa na história da competição, seguida pelo triunfo diante da Tunísia. Mas a aventura nipônica terminou com a derrota para a surpreendente Turquia nas oitavas-de-final.
Os turcos voltavam à Copa do Mundo da FIFA depois de 48 anos e chegaram à segunda fase superando a Costa Rica no saldo de gols. Depois de derrotar o Japão, a Turquia passou pelo Senegal com o gol de ouro de Ilhan Mansiz para enfrentar o Brasil nas semifinais. O eventual campeão vinha de uma virada sobre a Inglaterra nas quartas-de-final e voltou a encontrar dificuldades para vencer os turcos por apenas 1 a 0.

Alemanha chega a mais uma final
A tradicional Alemanha não estava entre os grandes favoritos antes do torneio, pois havia tomado uma goleada de 5 a 1 para a Inglaterra nas eliminatórias e só conseguira a classificação na repescagem. Mas três vitórias consecutivas por 1 a 0 no mata-mata levaram os alemães à sua sétima final de Copa do Mundo da FIFA. Diante dos EUA nas quartas-de-final e da Coreia do Sul na semifinal, as vitórias vieram com um gol de Michael Ballack e com uma sólida atuação do arqueiro Oliver Kahn. Porém, Ballack levou o segundo amarelo contra os sul-coreanos e ficou fora da final.
Ironicamente, foi o outrora imbatível Kahn — escolhido o melhor jogador do torneio — que deu de presente a Ronaldo o gol que abriu o marcador na metade do segundo tempo da decisão em Yokohama no dia 30 de junho. O Fenômeno ainda fez o segundo após uma brilhante deixadinha de Rivaldo e garantiu o título para o Brasil. Para atacante, que estivera lesionado quase todo o tempo entre as duas edições da Copa, o momento foi de redenção.
Depois de um mês de heróis inesperados e vítimas imprevistas, o torneio no Extremo Oriente terminou com uma cena bastante comum: a seleção brasileira dando a volta olímpica com o troféu mais cobiçado do futebol mundial. Com o pentacampeonato, o Brasil manteve o seu extraordinário recorde de ter conquistado a Copa do Mundo da FIFA em todos os continentes que sediaram o evento.

Copa do Mundo da FIFA França 1998

1998 FIFA World Cup France, Final: France - Brazil 3:0

Tudo azul para Les Bleus

Pátria de Jules Rimet, pai da Copa do Mundo da FIFA, a França venceu em casa a maior competição do futebol internacional. O verão de 1998 foi inesquecível para os franceses, que levaram o título mundial pela primeira vez pouco mais de uma década após terem sofrido duas eliminações nas semifinais. A competição também foi marcante por contar com oito seleções a mais que nos anos anteriores.
Com 32 países, aumentaram as oportunidades de nações de fora da Europa e da América do Sul. Prova disso foram as estreias de África do Sul, Japão e Jamaica, representando respectivamente a África, a Ásia e a CONCACAF. Os oito grupos de quatro países foram distribuídos por toda a França, mas o local da partida de abertura e da final foi o novíssimo Stade de France, na periferia de Paris. Foi lá que o Brasil, como detentor do título, contou com um gol contra de Tom Boyd e um a favor de César Sampaio para abrir o torneio com uma vitória de 2 a 1 sobre a Escócia.
A grande surpresa da primeira fase foi o fracasso da Espanha, que começou perdendo por 3 a 2 para a Nigéria e empatando com o Paraguai. O selecionado de Javier Clemente depois meteu seis na Bulgária, mas a goleada não foi suficiente, pois os paraguaios derrotaram a Nigéria na mesma noite e se classificaram ao lado dos africanos.
A Romênia ficou em primeiro no Grupo G, à frente da Inglaterra e da Colômbia, mas caiu já na fase seguinte. No Grupo A, o pênalti convertido pelo norueguês Kjetil Rekdal no último minuto garantiu a vitória diante do Brasil e a classificação do país nórdico às custas do Marrocos. O Irã caiu na primeira fase, mas teve como prêmio de consolação um triunfo sobre os Estados Unidos. Os torcedores da Escócia e da Jamaica não tiveram muito para comemorar, mas fizeram um belo espetáculo nas arquibancadas.
Drama em Saint-Étienne
O jogo mais eletrizante das oitavas-de-final foi disputado em Saint-Étienne, entre Inglaterra e Argentina. O primeiro tempo já seria suficiente para entrar para a história: depois de um pênalti para cada lado nos dez primeiros minutos, o ainda adolescente Michael Owen fez um golaço que colocou a Inglaterra à frente, mas Javier Zanetti bateu falta com categoria para empatar no finalzinho.
Depois do intervalo, os gols deram lugar ao drama. David Beckham foi expulso por dar um pontapé em Diego Simeone e Sol Campbell teve um gol anulado após falta sobre o goleiro antes de a partida ir para a prorrogação e então para os pênaltis. Na última cobrança dos ingleses, o goleiro Carlos Roa defendeu o chute de David Batty e classificou a Argentina.

Já a França deu vários sustos na torcida ao avançar aos trancos e barrancos. Foi somente aos oito minutos do segundo tempo da prorrogação que Laurent Blanc marcou o primeiro gol de ouro da história da competição para derrotar nas oitavas-de-final a brava seleção paraguaia, liderada pelo carismático goleiro José Luis Chilavert e pelo zagueiro Carlos Gamarra, que atuou boa parte do jogo com o ombro deslocado. Na fase seguinte, os anfitriões pegaram a Itália e foram salvos pela sorte e pelo travessão. Após empate no tempo regulamentar, Roberto Baggio cabeceou uma bola rente à trave nos instantes finais da prorrogação. Nas cobranças da marca penal, Luigi Di Biagio acertou o travessão. Enquanto a França comemorava a chegada às semifinais, a Azzurra lamentava a terceira desclassificação consecutiva nos pênaltis.
Chuteira de ouro para Šuker 
Na semifinal, a França teve pela frente a Croácia, consagrada como a maior surpresa do torneio. Na sua primeira Copa do Mundo da FIFA desde a independência da antiga Iugoslávia, a seleção comandada por Miroslav Blažević fizera 3 a 0 nas quartas-de-final sobre a Alemanha, então campeã europeia. Diante da França, Šuker deu mais um passo rumo à conquista da Chuteira de Ouro adidas ao silenciar o Stade de France com um gol logo no início da etapa final. Poucos instantes depois, o lateral-direito Lilian Thuram escolheu o momento ideal para fazer o primeiro gol da sua carreira pela seleção francesa. Não satisfeito, ainda marcou o segundo e levou o país à sua primeira final de uma Copa do Mundo da FIFA.
A outra semifinal foi disputada em Marselha e teve o Brasil diante de uma seleção holandesa cheia de confiança após eliminar a Argentina com um golaço de Dennis Bergkamp. Depois de gols de Ronaldo e Patrick Kluivert, o Brasil venceu nos pênaltis e, assim como fizera em 1994, eliminou a Holanda da briga pelo título.

No dia 12 de julho, como diz a Marselhesa, "o dia da glória chegou". A decisão entre França e Brasil começou com a misteriosa escalação de Ronaldo na última hora após Edmundo ter aparecido na súmula. Em meio a boatos sobre uma suposta convulsão antes do jogo, Ronaldo não foi nem sombra das atuações anteriores. Os franceses, mesmo sem o suspenso Blanc, não demoraram a tomar conta da partida. Duas cabeçadas de Zidane após cobranças de escanteio garantiram uma vantagem de 2 a 0 no intervalo. Apesar da expulsão de Marcel Desailly no segundo tempo, o selecionado de Aimé Jacquet ainda conseguiu o terceiro com Emmanuel Petit em um contra-ataque no último minuto.
O apito final do árbitro marroquino Said Belqola, o primeiro africano a comandar uma decisão de Copa do Mundo da FIFA, foi o ponto de partida para as comemorações em todo o país. A seleção que representava a mistura multirracial da França moderna havia unido a nação. Mais de um milhão de torcedores lotaram a avenida Champs Élysées e dançaram a noite toda.

Copa do Mundo da FIFA EUA 1994

1994 FIFA World Cup USA, Final: Brazil - Italy

Brasil desbrava a última fronteira do futebol mundial

Os Estados Unidos sediaram a 15ª edição da Copa do Mundo da FIFA com grande sucesso e atraíram o maior número de espectadores da história do evento. O campeão foi o Brasil, que não comemorava o título mundial desde 1970. A final decepcionou um pouco ao terminar em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação e ser decidida nos pênaltis, mas as partidas que antecederam a decisão não tiveram escassez de gols nem de emoções.
Em meio a inúmeros encontros dramáticos, foram marcados 141 gols, a maior marca desde 1982. A Bulgária, que não tinha vencido nenhuma das 16 partidas disputadas em edições anteriores da Copa do Mundo da FIFA, foi a maior surpresa ao derrotar a Alemanha para chegar às semifinais. Já o argentino Diego Maradona foi flagrado no antidoping e eliminado do torneio, mesmo destino da sua seleção após a derrota por 3 a 2 para a Romênia de Gheorghe Hagi.
O evento também foi marcado por uma tragédia: o assassinato do zagueiro colombiano Andrés Escobar depois do retorno ao seu país. Ele havia feito um gol contra no jogo diante dos Estados Unidos, resultado que eliminara a Colômbia. Os americanos se classificaram para enfrentar o Brasil nas oitavas-de-final e perderam no detalhe por 1 a 0.
Estádios lotados
O futebol nos Estados Unidos nunca foi tão apreciado quanto o basquete, o beisebol ou o futebol americano. Por isso, a escolha do país para sediar a Copa do Mundo da FIFA surpreendeu muita gente. O presidente da FIFA, João Havelange, tomou a decisão de levar o evento aos EUA para superar a última fronteira do futebol, e o sucesso foi confirmado com um recorde de 3.587.538 espectadores.
Outro marco do torneio foram os 147 países que participaram das eliminatórias. Alguns dos favoritos europeus ficaram pelo caminho, entre eles a então campeã continental Dinamarca, a Inglaterra e a França, eliminada pela Bulgária com um gol no último segundo da última partida. E as surpresas continuaram na fase de grupos, com uma vitória valendo três pontos pela primeira vez. A Itália perdeu para a Irlanda por 1 a 0 na estreia e só chegou às oitavas-de-final como uma das melhores terceiras colocadas.
Assim como ninguém esperava a eliminação colombiana, a classificação da Arábia Saudita à segunda fase parecia muito improvável, mas os árabes conseguiram duas vitórias e foram em frente. O atacante Saeed Owairan marcou aquele que talvez tenha sido o gol mais bonito do torneio, driblando vários jogadores antes de converter contra a Bélgica. O russo Oleg Salenko também não fez por menos, estabelecendo um novo marco ao fazer cinco gols na vitória por 6 a 1 sobre Camarões. O gol de honra dos camaroneses representou um recorde pessoal para Roger Milla, o atleta mais velho a ter balançado a rede na história da Copa do Mundo da FIFA, com 42 anos, um mês e oito dias.
O rabo de cavalo
Outra seleção africana, a Nigéria, esteve a 90 segundos da vitória sobre a Itália nas oitavas-de-final, mas Roberto Baggio conseguiu salvar o resultado quando os italianos tinham apenas dez homens em campo. Os campeões africanos haviam vencido o seu grupo e estavam prestes a surpreender o mundo, mas Baggio empatou e depois fez o gol da vitória na prorrogação. Com um chamativo rabo de cavalo, o camisa dez italiano estava na melhor fase da sua carreira. Ao marcar um gol no finalzinho da partida contra a Espanha, ele garantiu a chegada dos italianos à semifinal, na qual fez mais dois para derrubar a Bulgária. Os búlgaros tinham o ídolo Hristo Stoichkov e haviam derrotado simplesmente a Alemanha, que defendia o título mundial conquistado quatro anos antes.
Stoichkov dividiu a artilharia da competição com Salenko. Romário ficou um gol atrás, mas levou para casa um prêmio bem mais importante. Ele e Bebeto escreveram o nome na súmula ao marcarem dois dos gols brasileiros na emocionante vitória por 3 a 2 sobre a Holanda nas quartas-de-final. O jogo teve a famosa comemoração de Bebeto embalando um bebê imaginário e o inesquecível gol de falta do criticado lateral Branco para definir a partida. Romário também fez o único gol da semifinal contra os suecos, que tiveram o seu melhor resultado desde 1958 com a medalha de bronze.
Brasil e Itália repetiram em Pasadena o clímax de 1970. Vinte e quatro anos antes, as duas seleções brigavam para ver quem seria o primeiro tricampeão mundial. Sob o forte sol americano, nasceria o primeiro tetracampeão. Pela primeira vez o destino do troféu foi decidido nos pênaltis, e o mesmo destino foi cruel com Roberto Baggio. Depois de levar a Itália nas costas até o último momento, ele chutou por cima o pênalti que deu o título ao Brasil. Com a perna direita enfaixada para proteger o tendão lesionado, o camisa dez italiano ficou estático ao ver a bola subir, enquanto os brasileiros corriam para comemorar a tão esperada quarta conquista mundial.
Comandado em campo pelo capitão Dunga, o Brasil pode não ter tido toda a magia de seleções anteriores, mas o plantel de Carlos Alberto Parreira se preparou de forma correta e teve uma ótima dupla de ataque com Romário e Bebeto. Com os dois perfeitamente entrosados, Parreira pôde se dar ao luxo de deixar no banco um jovem de 17 anos chamado Ronaldo. Afinal, ele ainda teria a sua chance.